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Estamos lançando um novo projeto pra aumentar as discussões sobre urbanismo e arquitetura dentro do Arquipélago.

O podcast é uma mídia em áudio que pode ser ouvida por streaming ou baixada em .mp3 para ouvir no celular enquanto fazemos qualquer outra atividade, no caminho pro trabalho ou pra faculdade. É uma ótima maneira de consumir conhecimento sobre muitas áreas de uma forma mais aprofundada. Existem podcasts sobre cinema, ciência, tecnologia, design, humor, música, política, literatura… Mas ainda não existem muitos falando de arquitetura. Por isso decidimos levar essa ideia a frente.

Quanto mais interação tivermos, mais temas interessantes e novas discussões podemos trazer. Nas próximas edições leremos os comentários dos ouvintes sobre o tema, então após ouvir envie seu comentário aqui no post, comente no Soundcloud ou mande um email para contato@arquipelago.in .

A participação dos ouvintes é muito importante! Compartilhe com seus amigos mesmo que não sejam da área de arquitetura mas que possam se interessar pelos temas discutidos. Quanto mais diversas forem as participações, melhor. Ajude-nos a criar uma base de ouvintes diversa e rica em novas opiniões.

O primeiro episódio do ‪#‎ZERO‬ podcast fala sobre arquitetura hostil e a higienização dos centros urbanos.

Participam Maicon Garcia, Delano Brun, Diego Menuzzi e Wagner Burin.

Texto de referência escrito por Lucas Clementino: arquipelago.in/?p=697

Assine o feed: feed://arquipelago.in/?feed=podcast

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Por Maicon Garcia
PUCPR


 

Quer complementar ou criticar este texto? Envie seu artigo para o Arquipélago.

 




4 responses to “#ZERO UM – Arquitetura Hostil”

  1. gabriel says:

    Parabéns pela iniciativa (tanto do blogue quanto do podcast): com exceção dos acadêmicos, a maior parte dos saites brasileiros de arquitetura se limitam a promover conteúdo meramente técnico ou de apresentação de projetos (tipo archdaily).

    Com relação à temática: tendo a ser bastante pessimista com relação a toda esta discussão, sobretudo quanto a qualquer possibilidade de superação destes obstáculos de um ponto de vista profissional (e especialmente de um ponto de vista projetual). Como dizia o velho Peter Hall, por mais que Jane Jacobs tenha revolucionado o modo de olhar para o planejamento das cidades, em busca de uma suposta escala mais humana e menos funcional, foi justamente o discurso de apologia à urbanidade proposto por Jacobs um dos responsáveis pela “yuppificação da América” a partir dos anos 80. O próprio desenho urbano (urban design), enquanto discurso e corpo disciplinar autônomo tanto do ‘urban planning’ quanto do ‘landscape design’, se consolida nos EUA a partir de meados dos anos 1970 justamente como elemento integrante de um processo de revalorização do espaço urbano (em oposição à lógica de suburbanização, etc, apesar da emergência do new urbanism) profundamente introjetado em processos de segregação (sobretudo de autosegregação das elites) e gentrificação. As práticas arquitetônicas dificilmente podem fugir a seus condicionamentos ideológicos e hegemônicos — parece-me ilusório ou mesmo ingênuo pensar ser possível a produção de uma “arquitetura popular” ou contra-ideológica, pelo menos no interior do sistema vigente (nesse ponto, não há muito como refutar as teses de tafuri).

    Sobre os rolezinhos, fica a sugestão do texto de Rosana Pinheiro-Machado, que acho que melhor sintetizou a questão quando a coisa explodiu, uns dois anos atrás: https://rosanapinheiromachado.wordpress.com/2013/12/30/etngrafia-do-rolezinho/

    Deixo também comentários sobre uma celeuma acontecida recentemente em sp, sobre um caso evidente de segregação simbólica no espaço urbano: https://medium.com/@notasurbanas/arcos-do-silêncio-fee86317900c

  2. chico says:

    achei baixo o áudio, não consegui ouvir direito \:

  3. Laimar Stansky says:

    A lógica de se utilizar questões urbanísticas como método de segregação não é algo assim tão recente em nosso país. Segundo a arquiteta Raquel Rolnik no início do séc. XIX os aglomerados urbanos, também conhecidos como famosos “cortiços” não eram considerados como questões urbanas, mas sim como “verdadeiros antros disseminados pela cidade e que constituem outros tantos focos de infecção”, com isso tem-se uma “política urbana” de expulsão e desalojamento de pessoas como discurso para colocar o país no caminho da civilização, civilidade esta baseada em uma prática excludente. O destino dos moradores destes locais não era registrado, uma vez que o que interessava a sociedade era apenas que os moradores destes locais representavam uma ameaça às cidades. A mesma lógica percebe-se nessa discussão: Para onde essas pessoas que utilizariam estes espaços vão? Em sua igualdade de direitos elas não poderiam usufruir dos mesmos espaços que as demais pessoas? Porque os espaços são projetados a tal ponto de continuar esse tipo de segregação? Esses questionamentos perpassam apenas o âmbito de questões urbanistas, mas também envolvem questões sociais e culturais.

  4. Jesiel says:

    Achei o tema bem legal e me esforcei pra ouvir. Porém, como várias pessoas que ouvem podcasts, eu os ouço na rua fazendo o trajeto casa/trabalho/casa. O áudio dos participantes está muito baixo e em alguns momentos fica impossível de ouvir estando na rua. Por conta disso acabei desistindo de ouvir na metade. Mesmo assim vou tentar ouvir em casa com menos ruídos externos pra atrapalhar.

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