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Atualmente no Brasil um em cada quatro brasileiros vivem de algum auxílio do governo, dentre eles está incluso os conjuntos habitacionais, que são  um tipo de habitação destinada à população cujo nível de renda dificulta ou impede o acesso à moradia através dos mecanismos normais do mercado imobiliário. Empreendimentos habitacionais de interesse social são geralmente de iniciativa pública e têm como objetivo reduzir o déficit da oferta de imóveis residenciais de baixo custo, dotados de infraestrutura (redes de abastecimento d’água, esgotamento sanitário e energia elétrica) e acessibilidade. O programa do governo que se destina a isso é mais comumente conhecido como “Minha Casa, Minha Vida”, que atualmente já entregou mais de 1,5 milhão de casas pelo país, ações estas que são planejadas mais em termos quantitativos que qualitativos. Não podemos negar os esforços e a inegável contribuição social, porém vários aspectos são negligenciados, tanto de planejamento territorial, quanto de reeducação e transformação sócio-espacial que habitações desta natureza carecem, evidenciando a importância da reflexão crítica para as futuras ações governamentais na temática.

A priorização de investimentos em áreas mais valorizadas em detrimento das áreas carentes aumentou as desigualdades ao longo dos anos, com isso vemos o projeto social de habitações com a anacrônica repetição de casas térreas individualizadas e enfileiradas com reduzido aproveitamento do solo, a priorização do transporte individual com mais vias locais destinados à veiculos em detrimento de vias para pedestres capazes de promover áreas de convívio coletivo, a não previsão de áreas para geração de emprego e renda, comodismo em adotar as mesmas tipologias em vários bairros e comunidades, entre diversos outros fatores que fazem com que as periferias da nossa cidade se transformem em “favelas projetadas”.

Visando a melhoria das nossas habitações socias é importante aumentar os locais que servem de vias para pedestres e consequente estreitamento das áreas de vias automotoras, aumentar as áreas sombreadas (projeto urbanístico),criação de áreas de lazer e espaços para geração de emprego e renda, participação popular durante a concepção e definição do desenho urbarno,  ampliar a oferta com a possibilidade de reabilitação em prédios desabitados nos centros urbanos, aproveitando a infra-estrutura existente e a facilidade de transportes coletivos, e por fim, mas não menos importante, a valorização do profissional arquiteto-urbanista.

Diante disso, poderemos seguir em um caminho na busca de substituição da produção repetitiva e massificada por uma produção habitacional urbana personalizada e caracterizada, para que assim o nosso país consiga desenvolver com qualidade de vida da população, e que isso não seja apenas uma utopia.

 

Por Anna Carolline
FACET MG


 

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